Alagoas Real

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1 de agosto de 2014

Brasil reforça vigilância contra vírus ebola


O governo reforçou recomendações às equipes de saúde encarregadas de atender passageiros que apresentaram durante a viagem ao Brasil problemas como febre, diarreias ou hemorragias. 


A medida, na avaliação do Ministério da Saúde, é suficiente para identificar de forma rápida casos de uma eventual contaminação por Ebola em viajantes - vírus que de acordo com a Organização Mundial da Saúde é responsável por epidemia que até agora atingiu 1.300 pessoas e provocou 729 mortes na África Ocidental. UOL


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SMS investiga suspeita de vírus ebola em paciente estrangeira



A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina começou a investigar nesta quinta-feira (31) a suspeita de vírus Ebola em uma paciente estrangeira de 46 anos que procurou a Unidade Pronto-Atendimento do Jardim Sabará, na zona oeste da cidade.



De acordo com o secretário municipal Mohamad El Kadri, estão sendo realizados todos os exames para a verificação da doença. Ele não confirmou a origem da paciente, mas as primeiras informações dão conta que a mulher seria de Angola, na África.

"Existe a suspeita e ela está sendo investigada. É uma paciente que está há mais de 30 dias no país e a princípio não teria tido contato com ninguém com Ebola. O período de incubação do vírus é de 7 a 21 dias", explicou.

Como ainda estão sendo realizadas as sorologias e investigação clínica, ainda não há confirmação para o vírus da doença. A princípio, segundo El Kadri, o quadro não deve ser confirmado, já que os sintomas aparentemente são de doença crônica. "A doença é bem aguda e faz mais de 30 dias que a paciente conta não estar bem, inclusive teve quadro de emagrecimento. Tudo leva a crer que não seja e por isso a investigação mais aprofundada", pontuou
.Leia a reportagem completa no Portal O Diário clicando aqui.
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31 de julho de 2014

Dilma vai incluir especialistas e exames laboratoriais no Mais Médicos

Novidade no Brasil,mas nenhuma em Cuba:

MaisMédicos : Em 2013  site Comunista Cubano já anunciava que Dilma queria 54.000 intercambistas no Brasil



Dilma anunciou aqui no Brasil (Bahia) em 31de julho de 2014 que vai ampliar o Mais Médicos  incluindo médicos especialistas e exames laboratoriais.
Governo Brasileiro,Cuba e OPAS conforme reportagem de setembro 2013 do site CubaDebate já pretendiam" suprir o déficit de cerca de 54.000 médicos , também com os especialistas da Argentina , Espanha, Portugal e Uruguai "
O governo de Dilma Rousseff e a Organização Panamericana de Saúde ( OPAS) pretendem suprir o déficit de cerca de 54.000 médicos , também com os especialistas da Argentina , Espanha, Portugal e Uruguai .( setembro de 2013)

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Médicos Sem Fronteiras alertam que ebola está fora de controle



A epidemia do vírus ebola está totalmente fora de controle na zona oeste de África e há o risco de a doença se conseguir espalhar para mais países, de acordo com um alerta feito nesta quarta-feira pela organização Médicos Sem Fronteiras, que tem várias equipes a trabalhar no terreno.

“Esta é uma epidemia sem precedentes, que não está de todo controlada e a situação não para de se agravar, estendendo-se agora à Libéria e à Serra Leoa”, adiantou o responsável de operações da Médicos Sem Fronteiras, Bart Janssens, numa entrevista ao jornal Libre Belgique, citada pela AFP. “Estamos extremamente inquietos com a dimensão que esta situação está a ter, em especial nestes dois países onde a epidemia tem uma falta de visibilidade muito grande”, acrescentou.

De acordo com Bart Janssens, se não houver uma intervenção rápida que inverta o curso dos acontecimentos, o ébola vai estender-se a mais países, ainda que admita que seja difícil de fazer previsões sobre esta epidemia, precisamente por não ter precedentes. “Falta uma visão global que nos permita compreender onde estão os principais problemas”, advertiu, defendendo que cabe à Organização Mundial de Saúde (OMS) e aos governos a disponibilização de mais meios para tentar debelar a epidemia.

O alerta é feito depois de no fim-de-semana o surto de ébola ter chegado à Nigéria, o país mais populoso de África, com 170 milhões de habitantes. As autoridades do país confirmaram que detectaram o primeiro caso fatal de infecção por este vírus altamente contagioso e mortal. A vítima foi um liberiano que tinha viajado para a Nigéria em trabalho e que acabou por morrer pouco depois de chegar ao aeroporto de Lagos, no sudoeste do país, onde ainda ficou em quarentena.

Públicopt
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29 de julho de 2014

Confemel: situação dos médicos na América Latina

“A situação em toda a América Latina é semelhante. Vimos queixas de financiamento insuficiente para a saúde, intromissão na autonomia médica por parte de governos e infiltração de profissionais cubanos no atendimento”








Reunidos em San José, na Costa Rica, de 13 a 15 de maio de 2014, os representantes das organizações médicas da América Latina, Caribe e Península Ibérica, reunidos em maio no Foro Ibero-americano de Entidades Médicas, analisaram temas relevantes para a prática médica e a saúde pública a partir da perspectiva dos profissionais médicos.


O segundo secretário do Cremers e conselheiro federal pelo RS, Cláudio Balduíno Souto Franzen, participou do encontro. “A situação em toda a América Latina é semelhante. Vimos queixas de financiamento insuficiente para a saúde, intromissão na autonomia médica por parte de governos e infiltração de profissionais cubanos no atendimento”, avaliou.


Foram abordados aspectos vinculados à política de medicamentos, recursos humanos em saúde, proteção social dos profissionais médicos, judicialização da medicina e aspectos éticos da prática profissional.


Entre outras deliberações, o grupo exige participação nas decisões dos governos sobre recursos humanos em saúde e incentiva a participação de médicos nas políticas de medicamentos. Também determina que as entidades participantes trabalhem na proteção de médicos e pacientes diante da crescente judicialização da saúde, e defende a aplicação das leis que regulamentam o trabalho de médicos estrangeiros.



Declaração de Peru


Durante a sessão ordinária foi lançado um manifesto de apoio aos médicos peruanos:


Considerando:
• A situação sanitária da população peruana e da classe médica em particular como consequência das mudanças no sistema de saúde impulsionadas pelo governo do Peru;
• A convicção dos médicos peruanos de que essas mudanças levarão a uma paulatina privatização do sistema de saúde, resultando em deterioração da qualidade do atendimento;
• Que não é viável uma reforma do sistema de saúde sem a participação e consenso de atores diretamente comprometidos,em especial o corpo médico;
• A atitude pouco contemplativa do governo para com os coletivos médicos e suas reivindicações;
• O Foro Iberoamericano de Entidades médicas declara seu apoio irrestritoà Federação Médica integrante da Confemel e Fiem.

Fenam-Cremers
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Mais Médicos: crise na saúde permanece

Mais Médicos:  “Quem pode fazer essa avaliação são tutores e preceptores contratados pelo Ministério da Saúde. O Cremers investiga as queixas de mau desempenho que recebe."




Lançado no dia 8 de julho de 2013 por meio da Medida Provisória 621, o Programa Mais Médicos completou um ano. O objetivo era ampliar o atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde com o aumento do número de profissionais. Além disso, foi essa a maneira que o governo federal, acuado pelas fortes manifestações populares nas ruas das grandes cidades no mês de junho, encontrou para amenizar a situação.


O fato é que desde o início o programa, definido por muitas lideranças como eleitoreiro, coleciona elogios
por parte do governo e críticas, sobretudo, por parte de entidades médicas, cobrando a revalidação dos diplomas dos formados no exterior. 

As entidades destacam, ainda, que a remuneração oferecida aos intercambistas é superior a ofertada aos médicos brasileiros em concursos públicos, sem a vantagem de auxílio moradia, alimentação e transporte.

Os números do ministério indicam que o programa contratou 14,4 mil profissionais (11,4 mil deles cubanos) distribuídos em 3,7 mil municípios e em 34 distritos indígenas. Cerca de 75% dos médicos estão em regiões
de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, a periferia de grandes centros e regiões com população quilombola.


Como se não bastasse, o programa prevê a criação de 11,5 mil vagas de graduação em medicina e de 12,4
mil vagas de residência médica.


Cremers encaminhou denúncias de irregularidades aos órgãos competentes


As entidades médicas sempre se posicionaram contra o Mais Médicos, especialmente porque os profissionais do exterior que chegam não cumprem o que determina a legislação, ou seja, não fazem a revalidação do diploma. Notas de repúdio foram publicadas na imprensa de todo o País.
O Cremers sempre esteve na linha de frente no enfrentamento com o governo, inclusive com medidas judiciais buscando acima de tudo preservar a qualidade da assistência médica no Estado.

O presidente do Cremers, Fernando Matos, lembra que existem médicos suficientes no Brasil para prestar esse atendimento nos locais mais distantes:

– São quase 400 mil médicos em atuação. No Rio Grande do Sul são em torno 30 mil. Quer dizer, não faltam médicos. Falta é uma política séria de saúde,com a criação de um plano de cargos e salários para os médicos do SUS, o que permitiria uma distribuição adequada e segura dos médicos.


De acordo com Matos, o Cremers hoje não tem condições de avaliar o trabalho dos intercambistas nesse período, embora sejam frequentes denúncias e comunicados de problemas no atendimento: “Quem pode fazer essa avaliação são tutores e preceptores contratados pelo Ministério da Saúde. O Cremers investiga as queixas de mau desempenho que recebe.

Já investigamos inúmeros casos e comunicamos ao Ministério da Saúde, ao Ministério Público e à coordenação do Programa Mais Médicos, mas não obtivemos nenhum retorno sobre as providências que
teriam sido tomadas”.


Outro problema do programa é que muitas prefeituras em todo o país demitiram profissionais médicos, com qualidade de formação reconhecida e contrato em vigor para substituí-los por intercambistas de formação duvidosa. No RS, o Cremers reagiu a isso e reverteu casos de demissões que estavam em andamento.

Os conselhos de Medicina se manifestaram inúmeras vezes sobre o assunto, criticando o programa, inclusive
pelo seu custo elevado que favorece o governo cubano, destinatário de grande parte dos recursos. De acordo com o Cremers, o programa não é a melhor resposta para a saúde no Brasil via SUS. Ele promove um atendimento primário, mas segue o atendimento secundário e terciário ruins. Os pacientes se acumulam em corredores, no chão, em macas, sem o tratamento devido.

Fonte:Junho - 2014 | Revista Cremers | 19
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