Alagoas Real

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18 de agosto de 2014

Presos em El Salvador sete cubanos que escaparam de missões na Venezuela



As autoridades de El Salvador prenderam sete cubanos que viajavam escondidos em uma van procedente da Costa Rica, com dois cidadãos do Equador e quatro de Bangladesh, informa a EFE. 


O veículo com placa da Guatemala, foi interceptado em El Amatillo posto fronteiriço de El Salvador com Honduras, depois de ter passado por este país vizinho e Nicarágua.


Os cubanos disseram ao jornal La Prensa Grafica que estavam em missão na Venezuela e alguns eram médicos e outros professores, mas que não iriam voltar para seu país por razões de segurança. 

"Se voltarmos para Cuba iremos para a cadeia, não queremos voltar para lá, queremos asilo neste país ou nos Estados Unidos- o nosso sonho é fazer a vida em outro país, e não em Cuba", disseram eles. 

Todos os imigrantes localizados foram levados para a unidade de saúde de Santa Rosa de Lima, onde fizeram um check-up e, em seguida, seriam transferidos para a casa do migrante em San Salvador.

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Detienen siete cubanos que huyen de Venezuela
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Confissões de um escravo da Revolução

Enfermeiro em missão internacionalista: "Somos tratados como prostitutas ilegais e controlados por cafetões . Eu não quero dizer no sentido figurado,mas no sentido real "


Pedro Gonzalez é um personagem real, com um nome falso para proteger sua identidade.Tem 38 anos e, como muitos cubanos que desejam progredir na vida, seu olhar tem estado direcionado para fora de Cuba por mais da metade de sua vida. Mas deixou o tempo passar e agora tem muitos laços em Cuba. Estão ancorados em Santos Suarez seus pais de 65 e 66 anos e uma filha de 3 anos de um casamento anterior que não quer ou não pode emigrar. 


Seu irmão Rafael, de 43 anos, vive nas Ilhas Canárias, onde trabalha como encanador. Sua mera existência lembra a Pedro que um encanador nas ilhas Canárias pode viver melhor do que um médico ou enfermeiro em Cuba. Enfermeiros em Cuba como Pedro ganham um salário médio de US $ 12, e seu irmão encanador nas Canarias traz para casa depois de impostos 1.500 euros por mês, além de ter saúde e educação gratuita para ele e toda a sua família, cortesia do sistema do governo espanhol. 


Pedro Gonzalez não está sozinho. Assim como ele existem milhares de cubanos presos em um limbo entre a sua família em Cuba que não quer ou não pode migrar e seus desejos de uma vida melhor. 

Nestas circunstâncias, há poucas opções para uma pessoa como ele. Uma delas é entregar-se às "missões internacionalistas", onde pode ganhar um pouco mais,conhecer -mesmo de forma restrita- um outro país e não perder a sua casa e os laços familiares em Cuba. É uma meia-migração, mas um paliativo a sua situação. 



Conheço Pedro há mais de dois anos. Foi na ilha do Caribe(Cuba), onde ele finalmente chegou de missão e quase sem me conhecer, me contou todas as humilhações que sofre a cada dia . 


Pedro sabe ou pensa que na sua posição de peão pouco pode fazer para mudar a sua sorte, mas decidiu falar comigo na esperança de que todos conheçam o que acontece com os cubanos que estão espalhados ao redor do mundo tentando sustentar sua família com o pescoço acima da água.



No que se segue, dou-lhe a palavra: 


"Eu me sinto vigiado,inseguro, preso mentalmente,controlado,obstinado, reprimido, negligenciado, entediado de mim mesmo,desconsolado, em muitas ocasiões escravizado física e mentalmente, de coração partido, atordoado e acima de tudo, muito decepcionado." 


"Eu tenho dois anos nesta missão e somos tratados como prostitutas ilegais  controladas por cafetões. Não digo no sentido figurado, quero dizer quase que literalmente. Como as prostitutas do tráfico de gangues de criminosos,levam o nosso passaporte imediatamente quando chegamos em Cuba de uma missão '. Nós não temos um contrato assinado com qualquer empresa ou governo. O empregador paga ao governo cubano e como bom cafetão, o Governo fica com mais de 50% do que é pago ". 


"Muitos de nós que estão na" missão "temos problemas por tentar protestar contra o constante assédio que sofremos por parte do governo cubano, que pretende continuar a ordenhar os outros 50% do dinheiro que sobra." 


"Algumas das justificativas usadas para roubar o pouco que nos resta são as cotizações do Partido da Juventude em dólares americanos, ou sempre que houver um furacão ou qualquer desastre em Cuba provocado pelo Governo , é obrigado fazer 'doações 'para aliviar os danos. Já expulsaram a uma colega que uma vez se recusou a' doar '". 


"Como realmente não temos qualquer contrato legal com o nosso empregador, o governo cubano faz o que quer para ter lucro, e ganhar com regras absolutas" do jogo que eles criam e desfazem e criam novas regras quando eles querem. "


"Alguns dos meus colegas tem vários anos de separação de suas famílias com a promessa de que no final seria doada a carta de autorização para comprar um carro modesto. Depois eles removeram a carta de autorização para comprar carros, e os cubanos nas" missões 'por todo o mundo receberam uma circular ', explicando que não se aplica mais, e assim o governo agradece pela compreensão. "


"Há uma lista enorme de humilhação e pisoteio dos nossos direitos fundamentais como trabalhadores, mas na minha opinião a mais parecida é com as prostitutas de tráfico ilegal." 


"Às vezes você conhece pessoas que não aguentam mais e decidem pedir o regresso a Cuba e o fim da 'missão'. Este ato tem sido visto como uma ofensa grave. Em todos os casos se faz uma reunião urgente e é feita uma censura pública e imediatamente são enviados para Cuba com uma nota : ' O companheiro não esta em conformidade com os princípios da solidariedade da Revolução Cubana e deve ser punido ao chegar em Cuba. "


"Eu não sei se eu mesmo aguento mais essa situação. No começo eu pensei que valia a pena comprar um carro para a família, mas o nível de perseguição, assédio e controle que tenho vivido nos últimos dois anos, não desejo a ninguém. "

"Aqui vou continuar informando para todos os cubanos livres do mundo que queiram ecoar esse abuso do governo cubano para com seus cidadãos, até explodir a minha panela de pressão e assim tenha que deixar a minha menina e meus velhos para trás, ou decida regressar para Cuba como um pária ". 


Por enquanto, Pedro ainda está lá, servindo o governo que o envia as missões, e pelo qual sente nojo.

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Confesiones de un esclavo de la Revolución
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17 de agosto de 2014

Ministério da Saúde do Brasil está em Havana capacitando mais médicos Cubanos




O Ministério da Saúde do Brasil iniciou este mês em Havana um programa de treinamento para um grupo de médicos cubanos que seriam destinados para uma missão no país sul-americano. 


O Curso Módulo de Acolhimento,Capacitação e Avaliação em português do programa mais médicos,inclui aulas de português, formação em cuidados básicos e noções do funcionamento do sistema público de saúde brasileiro e sua legislação de acordo com informações do Diário Oficial da União (DOU). 


O ensino da língua Portuguesa é fornecido por pelo menos cinco professores de instituições federais: Universidade de São Carlos, Universidade de Minas Gerais, Universidade de São Paulo e da Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA) no Paraná. Todos os professores foram afastados das suas funções acadêmicas para aulas em Havana entre 1 de Agosto e 7 de Setembro, conforme indicado no DOU, que inclui decretos e nomeações do poder público. 


Um contingente de reserva 


Para a preparação dos médicos cubanos em temas do sistema público de saúde brasileiro, um médico e professor universitário especializado em medicina de família e saúde coletiva viajou para Havana. 


Integram também a chamada Missão Internacional do Módulo de Acolhimento os coordenadores do programa Mais Médicos, Jerzey Timoteo Ribeiro Santos e Vinícius Ximenes Muricy da Rocha, representantes dos Ministérios da Saúde e Educação, respectivamente. Segundo a notificação oficial, os funcionários do governo foram autorizados a viajar para Cuba "para participar da cerimônia de abertura do curso." 


De acordo com o Ministério da Saúde Brasileiro, não há intenção de aumentar o número de médicos cubanos no país, onde já foram enviados mais de 11.000. O objetivo do curso é "criar um contingente de reserva " para agilizar o processo de substituição de profissionais afastados do programa por várias razões, tais como renúncia, deserção ou insubordinação conforme explicou um porta-voz da agência para CaféFuerte. 

Até o momento, pelo menos 16 cubanos desertaram da missão no Brasil, três morreram, um foi acusado de assédio sexual a pacientes grávidas, uma médica sofreu um grave acidente enquanto viajava em uma ambulância e várias dezenas decidiram voltar para Cuba alegando problemas pessoais. 


Promessas de Rousseff

No entanto, recentemente, já em plena campanha para a reeleição nos comícios de outubro, a presidente Dilma Rousseff prometeu aumentar o Programa Mais Médicos, incluindo especialistas e fornecendo acesso a exames laboratoriais. 


Mais Médicos foi lançado por Rousseff em agosto de 2013, em resposta à pressão exercida pelas manifestações de massa em Junho, que revindicavam, entre outras exigências, a melhoria dos serviços públicos. O programa procura trazer cuidados médicos a áreas carentes e remotas, onde faltam profissionais de saúde, e é um dos pilares da presidenta em seu propósito de ganhar mais um mandato. 


A demanda por médicos cubanos se espalhou para o Equador, onde um grupo de 200, de mil solicitados pelo presidente Rafael Correa chegou na semana passada ao país andino. O grupo se juntou a outros 200 que chegaram no meio do ano como parte de um programa de cooperação bilateral. 

Os Médicos serão colocados em hospitais administrados pelo Ministério da Saúde Pública e do Instituto Equatoriano de Segurança Social. Alguns deles vão cumprir um programa semelhante ao Mais Médicos Brasileiro,e serão enviados para servir em áreas remotas, como a Amazônia.


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Brasil prepara en La Habana más médicos cubanos para cumplir misión


Veja também:
Confissões de um escravo da Revolução 
Os fármacos da LABIOFAM nas mãos de um Castro

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16 de agosto de 2014

PSF: SINMED-AL VAI INTENSIFICAR DENÚNCIAS



O Sinmed vai reunir médicos que atuam no PSF em Alagoas para uma nova avaliação das condições de trabalho e de remuneração da categoria. A ideia é ouvir profissionais dos 102 municípios alagoanos para saber detalhes sobre a estrutura de atendimento nos postos de saúde e para as visitas domiciliares, rede de contra-referência, modalidade de contratação do profissional, carga horária efetiva, benefícios trabalhistas, salários e se o pagamento é feito em dia.

Os debates acontecerão durante o II Encontro Estadual sobre o PSF, que será realizado em duas etapas: na próxima sexta-feira, dia 22, no auditório do Sinmed, em Maceió, a partir das 8 horas; e na sexta-feira, dia 29, no Espaço CRIA, em Arapiraca, a partir das 13h30. Em Maceió, serão reunidos profissionais que atuam na Capital, municípios da região metropolitana, litorais Norte e Sul e zona da mata. Em Arapiraca, o encontro será com o pessoal do Agreste e Sertão.

O Sinmed convidou procuradores do Ministério Público Federal sediados nas representações da Procuradoria da República em Maceió e em Arapiraca, Conselho Regional de Medicina de Alagoas e gestores municipais – prefeitos e secretários de saúde. Todos os médicos que atuam em equipes do PSF estão convocados e devem fazer um esforço para comparecer.

A partir do que for dito e anotado no encontro com os médicos, o Sinmed vai intensificar as denúncias contra os municípios que desvirtuam o programa federal, propondo cargas horárias reduzidas para pagar salários irrisórios, contratando prestadores de serviços ao invés de promoverem concurso público e promovendo trocas constantes de médicos, impossibilitando a criação de elo entre as comunidades e os médicos da família.

O Sinmed também pretende reforçar as denúncias sobre a falta de condições de trabalho, em postos de saúde desestruturados, desaparelhados e constantemente desabastecidos. Além disso, pretende que os médicos relatem as dificuldades que enfrentam por não terem como solicitar exames e nem pra onde encaminhar pacientes que precisam de procedimentos e acompanhamentos que não podem ser feitos em postos de saúde do PSF.

Todas as reclamações sobre o péssimo funcionamento do PSF terminam recaindo sempre sobre os médicos. Eles são acusados de mercenarismo, por reivindicarem salários dignos, e chamados de incompetentes, quando não conseguem resolver casos em que os conhecimentos médicos não são suficientes (quando faltam recursos diagnósticos e hospitais para encaminhar os doentes). A intenção do Sindicato é mostrar que os médicos não têm culpa e que a falta de investimentos das prefeituras na saúde pública é que é a grande vilã da história. Os médicos também são vítimas.

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Médico terá alíquota maior no Supersimples



Deve ter muito médico pelo Brasil afora especulando que tipo de atrocidade algum colega de profissão andou aprontando com a presidente Dilma Rousseff, para justificar a raiva e o desprezo que ela sente pela categoria.

Esses sentimentos são demonstrados de várias formas. Basta lembrar o que foi dito sobre e contra os médicos brasileiros quando Dilma resolver importar estrangeiros - principalmente cubanos – para trabalhar como médicos no Brasil.

Agora, vem essa história do Supersimples. Enquanto muitas categorias recém- enquadradas no benefício da tributação diferenciada terão como alíquota 4,5% na menor faixa de receita bruta anual, os médicos foram inseridos na tabela cuja alíquota mínima é de 16,93%. A lei que universaliza o Supersimples foi sancionada pela presidanta no dia 7 de agosto.
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SINMED-AL : Luto pelo fim trágico de Eduardo Campos


Luto pelo fim trágico de Eduardo Campos

O Sindicato dos Médicos lamenta e externa sua perplexidade diante do fim trágico do presidenciável Eduardo Campos (PSB), que representava um sopro de esperança de uma futura mudança para melhor no nosso País. Há décadas não despontava no cenário político brasileiro uma liderança com anseios e ideais tão sintonizados com as necessidades do Brasil.

Além do luto, da sensação de uma perda irreparável, fica o estranhamento pela forma como aconteceu. De tudo que já foi investigado e divulgado, não se chegou ainda a uma causa provável para a tragédia. Terceiro colocado nas pesquisas eleitorais, Eduardo Campos certamente não se elegeria. Não este ano. Mas tinha um futuro promissor pela frente, bagagem política, projetos e transmitia confiança, credibilidade.

Morreu junto com outras seis pessoas: assessores e os pilotos da aeronave. A tragédia enlutou o País e, em particular, sete famílias que perderam muito mais um político, assessores competentes ou pilotos bem preparados e experientes: perderam filhos, irmãos, pais, esposos, sobrinhos, amigos de uma vida inteira. A todas as famílias enlutadas e aos amigos do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, fica aqui a solidariedade de todos os que fazem o Sinmed.
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