terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ebola : Serra Leoa continua em estado de emergência



vírus do Ebola já matou mais de 3.100 pessoas na África Ocidental em seis meses.


A epidemia, a maior desde que o vírus do Ebola foi descoberto em 1976, já matou mais de 3.100 pessoas na África Ocidental em seis meses.





O governo da Serra Leoa viu-se hoje forçado a negar que o Ebola tenha sido erradicado, depois de milhares terem ocupado as ruas de cidades provinciais congratulando-se com o que pensavam ser o fim da epidemia.


Segundo testemunhas, multidões ocuparam as ruas de Makeni, (norte) cantando "o Ebola foi derrotado", na noite de segunda-feira para hoje, depois de um grupo de suspeitas vítimas da doença ter sido libertado de um centro dado os resultados dos seus testes terem sido negativos.


"Isto foi mal interpretado, como se o município estivesse livre do Ebola e a notícia (...) levou centenas para as ruas para celebrar", disse Moiwo Sesay, habitante de Makeni.


A polícia antimotim dispersou a multidão e determinou o recolher obrigatório entre o anoitecer e o amanhecer, disseram testemunhas à agência France Presse. Não há registo de mortos ou de feridos graves.


Makeni, a 195 quilómetros a norte de Freetown, é capital do distrito de Bombali, um dos quatro em quarentena no país devido à epidemia da febre hemorrágica Ebola. A cidade tem registados 220 casos confirmados da doença e 172 mortes (confirmadas ou prováveis).


Testemunhas dizem que cenas semelhantes de celebração ocorreram na cidade de Port Loko (noroeste), a capital do distrito com o mesmo nome que também está em quarentena.


"O governo da Serra Leoa não declarou o fim da doença do vírus Ébola... e ainda está muito ocupado a aplicar medidas para interromper a cadeia de transmissão e, eventualmente, controlar a doença, que se está a espalhar rapidamente por todo o país", informou o Ministério da Saúde.


No comunicado, recorda-se que o país continua em estado de emergência, que interdita as concentrações públicas.


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Micro-organismo utilizado como arma biológica na I Guerra Mundial pode ter infectado cavalos da PM de PE


A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) interditou o Regimento da Polícia Montada Dias Cardoso, no bairro de San Martin, no Recife, por causa da suspeita de infecção dos animais por uma doença chamada mormo. Com a interdição, ficam suspensos os serviços de equoterapia, em que são usados cavalos para reabilitação de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.
Mormo (Burkholderia mallei) : a bactéria considerada como potencial agente de bioterrorismo 
Ao todo, 133 animais estão sem poder deixar o batalhão. A enfermidade causada pelo mormo ataca o sistema respiratório do animal e não tem cura. O cavalo infectado precisa ser sacrificado. Todo o plantel teve amostras de sangue coletadas para exames.

G1 http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/09/em-pe-suspeita-de-doenca-interdita-regimento-da-policia-montada.html
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Mormo (Burkholderia mallei) : a bactéria considerada como potencial agente de bioterrorismo


O Mormo é uma doença grave tanto para o animal quanto para o ser humano.
                    O Mormo é uma doença grave tanto para o animal quanto para o ser humano.




Mormo (em inglês, glanders) é uma doença infecciosa contagiosa de equídeos, aguda ou crônica, usualmente fatal, causado pela bactéria Burkholderia mallei e caracterizada pelo desenvolvimento de nódulos ulcerados que são mais comumente encontrados em vias aéreas superiores, pulmões e pele.

Felídeos e outras espécies são susceptíveis e a infecção é geralmente fatal. O humanos podem ser infectados e o microorganismo (B. mallei) é considerado potencial agente de bioterrorismo.



O agravo, uma dentre as mais antigas doenças conhecidas e que foi prevalente em todo mundo, atualmente está erradicada ou efetivamente controlada em muitos países. Recentemente a doença passou a reportada em alguns países, incluindo Iraque, Turquia, Paquistão, Índia, Mongólia, China, Brasil, Emirados Árabes e países da África. O mormo é um dos agravos que constam na lista de doenças de notificação compulsória da OIE.


A bactéria Burkholderia mallei, um patógeno clonal, pode ser encontrado em secreção nasal e de úlceras cutâneas de animais infectados. A transmissão do mormo ocorre comumente a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados com secreções nasais e exsudatos eliminados a partir de animais infectados, contato com equipamentos contaminados (selas, arreios) e pela ingestão de carne


equina contaminada. O microorganismo é susceptível ao calor, luz e desinfetantes, mas a capacidade de sobrevivência em áreas contaminadas pode chegar a 1 a 2 meses; umidade favorece a sobrevivência da bactéria. A cápsula de polissacaride é importante fator de sobrevivência e virulência.


Após um período de incubação de cerca de 2 semanas, o animal infectado usualmente apresenta febre elevada, seguida de descarga nasal mucopurulenta, sinais respiratórios e sepse. O óbito ocorre em poucos dias. A doença crônica é comum em cavalos e se apresenta com quadros debilitantes, com nódulos e úlceras em pele e cavidades nasais; em tais situações o animal infectado pode viver por anos, continuando a disseminar o microorganismo. Em alguns casos a infecção pode ser latente e persistir por longos períodos.



Clinicamente, a doença pode se apresentar na forma nasal, pulmonar e/ou cutânea.


Na forma nasal surgem nódulos em septo e cornetos. Os nódulos progridem para úlceras de bordas irregulares; cicatrizes em forma de estrelas são características após a resolução das úlceras. Na fase inicial, linfonodos submandibulares estão aumentados e edematosos, tornando-se aderentes à pele e tecidos profundos nas fases mais avançadas da doença.


Na forma pulmonar, nódulos inflamatórios com centros caseosos ou calcificados são encontrados nos pulmões. Com a progressão da doença áreas de consolidação e pneumonia podem estar presentes. Os nódulos podem romper e eliminar o conteúdo inflamatório no interior da árvore brônquica, disseminando a infecção para o trato respiratório superior.


Na forma cutânea, surgem nódulos ao longo dos vasos linfáticos, principalmente nas extremidades. Os nódulos podem degenerar formando úlceras com drenagem de material purulento altamente infectante.


O fígado e baço podem apresentar lesões nodulares típicas.


Histologicamente, podem ser observados vasculite, trombose, infiltrados de células inflamatórias em degeneração.


O diagnóstico é baseado na apresentação clínica (nódulos, úlceras, cicatrizes, estado geral debilitado do animal); entretanto, tais sinais/sintomas podem ocorrer tardiamente após a infecção. O diagnóstico laboratorial deve ser feito o mais precocemente possível. A cultura da _B mallei_ a partir de material das lesões confirma o diagnóstico. Um teste de hipersensibilidade tardia pode ser realizado com a inoculação da maleína (uma glicoproteína secretada pela B. mallei) leva a conjuntivite purulenta e edema em um período de 24 horas após a inoculação. Teste baseado na fixação do complemento também pode ser utilizado para triagem, mas o teste de ELISA, que embora mais sensível, não vem sendo utilizado na rotina. PCR pode ser utilizado para identificação específica.



Não existem vacinas. A prevenção e controle dependem da detecção precoce e eliminação de animais infectados, além da quarentena completa e desinfecção.



O tratamento, administrado somente em áreas endêmicas, mas que não leva a cura microbiológica, consiste no uso de doxiciclina, ceftazidime, gentamicina, estreptomicina. Sulfas (incluindo a associação com trimetoprim) parecem ser efetivas na prevenção e tratamento do mormo.





Algumas curiosidades:


- a doença foi descrita pela primeira vez por Aristóteles;


- em 1664 foi reconhecida como altamente contagiosa;


- no início do século XIX foi descrito o potencial zoonótico;


- após ter sido erradicada nos EUA em 1934, foi reportado um caso humano em um pesquisador do United States Army Medical Research Institute (USAMRIID);


- o agente foi utilizado como arma biológica em animais durante a I Guerra Mundial na Europa e Rússia.
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domingo, 28 de setembro de 2014

Paciente foi diagnosticado com o vírus da Febre do Nilo Ocidental no Piauí

Dois testes já confirmaram que o paciente teria sido mesmo infectado pelo vírus da Febre do Nilo, mas ainda está sendo aguardado um terceiro resultado de teste, bem como a confirmação de presença dos vírus no sangue coletado dos animais. Caso seja comprovado, este pode ser o primeiro caso de Febre do Nilo no Brasil.


Paciente foi diagnosticado com o vírus da Febre do Nilo Ocidental no Piauí


Técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, um biólogo e um veterinário do Ministério da Saúde foram ontem à zona rural da cidade de Aroeiras do Itaim. O município tem um caso suspeito de febre do Nilo, no qual um vaqueiro de 52 anos teria sido infectado pela doença e ficado com parte do corpo paralisado.

A enfermeira do Programa de Saúde da Família da cidade, Ilma Barroso, explicou ao .CidadeVerde.com. que foram coletadas amostras de sangue de oito galinhas e seis cavalos, animais que podem ser hospedeiros do vírus que provoca a enfermidade.

“Recentemente morreram oito galinhas de forma desconhecida e um cavalo também faleceu em junho. À noite também foram capturados mosquitos que podem transmitir a doença”, descreve.

A febre pode ser transmitida por aves silvestres e mosquitos e esporadicamente podem afetar outros hospedeiros, como aves, humanos, cavalos e outros mamíferos.

Segundo Ilma, o vaqueiro supostamente infectado teria manifestado uma forma grave da doença e ficou paralisado, recuperando os movimentos aos poucos. “A doença se manifesta de várias formas e geralmente não é grave. No caso dele, ele estava movimentando apenas a cabeça, mas após ser internado, já recuperou os movimentos do tronco e dos braços, embora não caminhe. Está consciente, fala e permanece internado em um hospital de Teresina”, disse a enfermeira, que preferiu não divulgar o nome do paciente, para preservá-lo.

Dois testes já confirmaram que o paciente teria sido mesmo infectado pelo vírus da Febre do Nilo, mas ainda está sendo aguardado um terceiro resultado de teste, bem como a confirmação de presença dos vírus no sangue coletado dos animais. Caso seja comprovado, este pode ser o primeiro caso de Febre do Nilo no Brasil.
Fonte: Cidade verde

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